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    Marrocos – Outro mundo ao virar da esquina

    2010/03/03  

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    Numa viagem com cinco sentidos pelo país de todas as paisagens, Patrícia Brito e Inês Rodarte descobriram que, por detrás dos picos nevados do Atlas, se escondem as vastas dunas do Sahara. Pelo caminho, cruzaram-se com palmerais e kasbahs de adobe vermelho, pequenas cidades charmosas, souks com cheiro a especiarias e a tempo, personagens saídas das Mil e Uma Noites cuja hospitalidade se sorve em chás de menta. Em Marraquexe, a mais bela das cidades do sul, e em Fez, guardiã da identidade cultural de um povo, encontraram-se com a história das civilizações. Por fim, viciaram-se na mais inofensiva das drogas: a Marrocos, volta-se sempre.

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    Luang Prabang – Virtuoso Laos

    2010/02/19  

    João Pedro Jorge perdeu-se pelas ruas coloridas e pelos templos. Cruzou as águas tranquilas do rio Mekong e embrenhou-se pelas Kuang Si Falls para se encontrar com um povo genuíno e caloroso. Tudo aconteceu em Luang Prabang, que é, segundo a UNESCO,  “a mais bem preservada cidade do sudeste asiático”.

    “Sair da cama antes ainda do raiar do sol é o pequeno preço a pagar para assistir a um ritual incomparável. Todos os dias, por volta das seis da manhã, hordas de monges de todas as idades percorrem as ruas da cidade para receber dos habitantes oferendas e comida. As vestes laranja açafrão alinham-se ordeiras e percorrem as ruas onde lhes são oferecidas porções de sticky rice, pequenas doses de comida embrulhadas em folhas de bananeira, doces e que mais lhes couber nas cestas que levam a tiracolo. De volta ao templo, hão-de dividir as ofertas entre eles e com elas preparar as suas refeições para o dia. Eu sigo também a minha peregrinação e rumo a alguns dos muitos templos da cidade. O detalhe de cada enfeite, estátua, painel ou mural é de deixar os olhos em bico.

    Agora encontro-me com o protagonista desta terra. O rio Mekong, mais do que principal fonte de sustento para muitos, é também a principal via de comunicação. Uma míriade de barcos e balsas cruzam as águas barrentas e tranquilas, trocando géneros, pessoas e bens de margem para margem e oferecendo a quem nelas navega um visual magnificiente. Tão incrível quanto o azul marinho das lagoas das sumptuosas Kuang Si Falls.

    Reservo o pôr-do-sol à varanda do meu original bungalow na Thongbay Guesthouse, para retemperar energias. Recomposto da correria pacata desta jornada, enfrento agora o segundo round do dia: a noite. Depois de um jantar delicioso – a cozinha do Laos é divina – vou à cata de souvenirs no mercado nocturno, tomara caibam na mochila, que já volta cheia de paz made in Laos.”

    Namíbia – Take a walk on the wild side

    2010/02/01  

    Joana e António Carvalho Neto, portugueses a viver em Angola, têm aproveitado a estadia em África para sentir na pele um dos continentes mais abastados do ponto de vista paisagístico. Nesta viagem, foram até à Namíbia. Joana conta como foi.

    A Namíbia faz fronteira com Angola, Zâmbia, África do Sul e Botswana (todos países a visitar). A língua oficial é o inglês e a população anda perto dos 1,5 milhões de habitantes.

    Aterrámos na capital, Windhoek, e fizemo-nos à estrada em direcção ao norte e ao Parque Natural Etosha. No percurso de cerca de 400 Km tropeçámos em animais de todas as espécies, incluindo larvas gigantes
    que atravessavam preguiçosamente a estrada, ladeada por paisagens de tirar a respiração.

    Tendo como ponto de partida o nosso lodge, lançámo-nos à descoberta da vida selvagem. Não vimos todos os Big 5 – que são os leões, rinocerontes, leopardos, elefantes e búfalos. Mas vimos grande parte deles – leões, rinocerontes e leopardos – e uma miríade de outras espécies: girafas, zebras, hienas, chacais, gnus, impalas, antílopes, avestruzes, iguanas e milhares de pássaros diferentes.

    O rei das visões foi o pôr-do-sol, que tingia o céu das cores mais inacreditáveis.

    Para descrever esta viagem teria de ser um Kerouac ou um Chatwin, não sendo, espero que as fotografias que partilho, falem por si.

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